
Se o CEO ainda precisa aprovar cada post, cobrar fornecedor e decidir onde investir a verba, o problema da empresa provavelmente não será resolvido com mais uma contratação operacional.
A pergunta “devemos montar uma equipe interna ou contratar uma agência?” costuma aparecer quando o marketing já está sobrecarregado.
O comercial pede oportunidades. A diretoria quer fortalecer a marca. O site está desatualizado. As redes sociais precisam de conteúdo. Há campanhas atrasadas, fornecedores trabalhando separadamente e pouca clareza sobre prioridades.
Nesse momento, contratar mais gente parece o passo lógico.
Pode ser. Mas, antes disso, vale responder a uma pergunta mais importante:
Quem está dirigindo o marketing da empresa?
Sou Alex Carnier, fundador e CEO da Agência Pomar. Há mais de 20 anos trabalho com gestão estratégica, planejamento de marketing, branding, design, publicidade e gestão comercial. Nesse período, acompanhei empresas B2B (Business to Business, negócios entre empresas), marcas de consumo, indústrias e companhias de tecnologia tentando organizar estruturas muito diferentes de marketing.
Já vi empresas contratarem uma agência quando precisavam de liderança. Também vi departamentos internos crescerem sem que ninguém soubesse explicar quais eram as três prioridades da área.
Neste artigo, vou mostrar como analisar essa decisão com mais precisão e em quais situações uma equipe interna, uma agência ou um modelo híbrido tende a funcionar melhor.
Vamos lá?
ÍNDICE DE CONTEÚDO
- Resposta em 30 segundos: qual modelo escolher?
- 1. Por que essa decisão costuma começar pelo problema errado?
- 2. Equipe interna, agência ou head terceirizado: comparação direta
- 3. Quando uma equipe de marketing interna faz sentido?
- 4. Quando vale a pena contratar uma agência?
- 5. Quais sinais mostram que falta liderança de marketing?
- 6. O que faz um head de marketing terceirizado?
- 7. Como funciona o modelo híbrido de marketing?
- 8. Como isso funciona na prática: exemplos da Pomar
- 9. Qual modelo escolher em cada situação?
- 10. A recomendação da Pomar
- 11. Como decidir passo a passo
- 12. Como a Pomar atua como head de marketing terceirizado
- Perguntas frequentes sobre marketing interno, agência e/ou head terceirizado
- Antes de contratar mais gente, organize a decisão
- Quer avaliar a estrutura de marketing da sua empresa?
Resposta em 30 segundos: qual modelo escolher?
Uma equipe interna costuma fazer sentido quando existe demanda recorrente suficiente, orçamento para formar um time competente e uma liderança preparada para organizar a área.
Uma agência é adequada quando a empresa precisa acessar rapidamente diferentes especialidades, aumentar sua capacidade de produção ou executar projetos específicos sem internalizar todas as funções.
Um head de marketing terceirizado tende a ser a melhor escolha quando já existem pessoas, fornecedores e investimento, mas ainda faltam direção, prioridades, integração com o comercial e acompanhamento sênior.
Para muitas empresas médias, a composição mais eficiente é híbrida: conhecimento técnico e relacionamento permanecem dentro da empresa, enquanto uma liderança externa organiza o marketing e mobiliza especialistas conforme cada prioridade.
1. Por que essa decisão costuma começar pelo problema errado?
Imagine esta situação.
A empresa cresceu e o volume de demandas aumentou. Um analista é contratado para cuidar do marketing. Em pouco tempo, ele passa a receber pedidos de vendas, recursos humanos, diretoria, produtos e atendimento.
Uma área solicita uma campanha. Outra quer reformular a apresentação comercial. O CEO pede um novo site. O comercial quer leads imediatamente.
O analista trabalha bastante, mas sempre parece atrasado.
A conclusão vem rápido:
“Precisamos de mais gente.”
Entra um designer. Depois, um profissional de mídia. Talvez uma agência.
A produção aumenta, mas o marketing continua sendo comandado pela urgência da semana.
A crise foi interpretada como falta de braço. Na verdade, ninguém havia definido:
- quais mercados mereciam prioridade;
- quais objetivos deveriam orientar o orçamento;
- como a marca precisava ser percebida;
- quais indicadores seriam acompanhados;
- o que marketing deveria entregar ao comercial;
- quais projetos poderiam esperar;
- quem teria autoridade para dizer “não”.
Sem essas respostas, a empresa passa a apagar incêndios com uma equipe maior.
2. Equipe interna, agência ou head terceirizado: comparação direta
| Critério | Equipe interna | Agência | Modelo híbrido com head terceirizado |
|---|---|---|---|
| Conhecimento do negócio | Tende a ser profundo, porque a equipe vive a rotina da empresa. | Exige uma curva inicial de aprendizado. | Combina conhecimento interno com uma liderança externa dedicada a compreender o negócio. |
| Controle e comunicação | Comunicação rápida e maior controle cotidiano. | Depende de processos, agenda e disponibilidade contratada. | O head organiza prioridades, rituais e interlocução entre empresa e fornecedores. |
| Acesso a especialistas | Depende de contratações individuais e do orçamento disponível. | Permite acessar rapidamente competências variadas. | Especialistas são acionados conforme a necessidade, sob uma direção comum. |
| Custo fixo | Pode ser elevado devido a salários, encargos, equipamentos, softwares e gestão. | Mais flexível e ajustável ao escopo. | Mantém uma estrutura interna enxuta e distribui investimentos conforme a prioridade. |
| Repertório externo | Pode diminuir com o tempo, principalmente em equipes pequenas. | A agência traz referências de outros setores e clientes. | A empresa preserva conhecimento interno e recebe repertório externo continuamente. |
| Escalabilidade | Cresce por meio de processos seletivos, integração e treinamento. | Pode ampliar rapidamente a capacidade para campanhas e projetos. | O head ajusta a composição da equipe e dos fornecedores conforme a demanda. |
| Risco principal | Estrutura cara, incompleta ou dependente de poucos profissionais. | Execução desconectada do negócio ou dependência excessiva da agência. | Exige clareza de autoridade, escopo e responsabilidade entre as partes. |
| Quando faz mais sentido | Demanda estável, orçamento robusto e necessidade de dedicação integral. | Projetos ou operações que exigem variedade técnica. | Empresas que precisam de direção sênior e execução sem internalizar toda a estrutura. |
A tabela ajuda a enxergar as diferenças. Agora precisamos entrar no contexto de cada modelo.
3. Quando uma equipe de marketing interna faz sentido?
Uma equipe interna pode desenvolver conhecimento profundo sobre produtos, clientes, processos, linguagem técnica e cultura.
Essa proximidade é valiosa quando o marketing depende de contato frequente com engenharia, produto, atendimento, vendas ou unidades de negócio.
O modelo costuma funcionar bem quando a empresa possui:
- volume recorrente de demandas;
- orçamento para contratar profissionais competentes;
- liderança preparada para gerir a área;
- necessidade real de dedicação exclusiva;
- processos de desenvolvimento e avaliação;
- clareza sobre quais competências precisam permanecer dentro da empresa.
O custo, porém, precisa ser calculado por inteiro.
Uma equipe minimamente completa pode exigir competências em:
- planejamento;
- conteúdo;
- design;
- mídia;
- automação;
- dados;
- tecnologia;
- eventos;
- branding;
- relacionamento com vendas.
Poucas empresas conseguem reunir tudo isso em uma ou duas pessoas.
Também entram na conta:
- salários;
- encargos;
- benefícios;
- equipamentos;
- softwares;
- recrutamento;
- treinamento;
- férias;
- substituições;
- tempo de gestão.
Um profissional sênior pode custar cinco dígitos por mês antes mesmo de a empresa contratar quem irá executar suas decisões.
Há ainda uma limitação menos visível. Uma equipe pequena, dedicada durante anos ao mesmo negócio, pode perder contato com referências, ferramentas e soluções experimentadas em outros mercados.
Isso não acontece por falta de talento. É uma consequência natural da exposição limitada.
Escolha uma equipe interna quando:
- o volume de trabalho for constante;
- houver orçamento para formar um time coerente;
- a empresa precisar de dedicação diária;
- existir liderança de marketing;
- o conhecimento técnico for difícil de transferir;
- a operação justificar os custos fixos.
4. Quando vale a pena contratar uma agência?
Uma agência permite acessar diferentes competências sem contratar cada especialista individualmente
Você pode reunir profissionais de:
- estratégia;
- branding;
- mídia;
- conteúdo;
- design;
- desenvolvimento;
- automação;
- dados;
- campanhas.
Essa estrutura é especialmente útil para:
- lançamentos;
- rebranding;
- desenvolvimento de sites;
- geração de demanda;
- campanhas;
- mídia;
- conteúdo;
- Account-Based Marketing – ABM (marketing baseado em contas, estratégia concentrada em empresas-alvo específicas);
- aumento temporário de capacidade;
- projetos que exigem repertórios variados.
A exposição a outros clientes e setores também traz valor. Uma agência costuma enxergar padrões que não são tão evidentes para quem vive diariamente dentro do negócio.
Mas a relação exige direção.
Uma agência precisa compreender:
- quais objetivos são prioritários;
- quem decide;
- que informações são confiáveis;
- quanto a empresa pode investir;
- qual problema precisa ser resolvido;
- como o trabalho será avaliado.
Quando recebe demandas dispersas e opiniões conflitantes, a agência tende a se tornar uma central de produção.
Muitas empresas dizem que “a agência não é estratégica”, mas mantêm a agência distante das decisões estratégicas.
Outras contratam fornecedores que prometem assumir tudo, mas não possuem profundidade para interpretar o negócio.
Nos dois casos, surgem muitas entregas e pouca construção.
Contrate uma agência quando:
- precisar de especialistas rapidamente;
- houver projetos com começo, meio e fim;
- a demanda variar ao longo do ano;
- a empresa precisar aumentar capacidade;
- existir alguém preparado para orientar e avaliar o trabalho.
5. Quais sinais mostram que falta liderança de marketing?
Ao longo dos anos, comecei a perceber alguns sintomas recorrentes.
Veja quantos deles aparecem na sua empresa:
- ninguém consegue explicar as três prioridades do marketing;
- o calendário muda depois de cada reunião;
- cada diretor pede uma campanha diferente;
- marketing e comercial trabalham com dados incompatíveis;
- os fornecedores não conversam;
- o CEO aprova textos, anúncios e peças;
- a equipe produz bastante, mas não demonstra sua contribuição;
- novas ferramentas são contratadas antes de os processos serem organizados;
- o time executa, mas não possui autoridade para defender escolhas;
- os projetos começam com entusiasmo e perdem ritmo;
- ninguém sabe quais iniciativas devem ser interrompidas.
Se você marcou vários desses itens, contratar apenas mais um executor provavelmente aumentará o volume sem resolver a raiz da desorganização.
Sua empresa precisa de alguém capaz de:
- interpretar o negócio;
- decidir prioridades;
- coordenar pessoas;
- conectar marketing e vendas;
- organizar investimentos;
- responder pelos avanços da área.
6. O que faz um head de marketing terceirizado?
O head de marketing terceirizado assume a direção da área sem exigir que a empresa contrate imediatamente um executivo em tempo integral.
Em alguns mercados, essa função também é chamada de CMO fracionado (Chief Marketing Officer, diretor de marketing contratado em dedicação parcial).
Na prática, esse profissional deve:
- diagnosticar a situação do marketing;
- definir prioridades;
- organizar o orçamento;
- construir o plano de trabalho;
- integrar marketing e comercial;
- coordenar equipe interna, agência e fornecedores;
- orientar posicionamento e mensagens;
- estabelecer indicadores;
- participar de decisões comerciais;
- recomendar contratações;
- identificar atividades que devem ser interrompidas;
- reportar riscos e avanços à direção.
O head terceirizado precisa acompanhar a execução.
Uma reunião mensal, seguida por uma apresentação cheia de recomendações, raramente é suficiente.
Já vi bons planos morrerem dentro de pastas no Google Drive porque ninguém tinha autoridade, tempo ou método para colocá-los em prática.
A função exige presença, acompanhamento e capacidade de decisão.
7. Como funciona o modelo híbrido de marketing?
O modelo híbrido distribui responsabilidades conforme o tipo de conhecimento e a frequência da demanda.
A equipe interna preserva o conhecimento próximo ao negócio
Ela pode ficar responsável por:
- informações técnicas;
- relacionamento com áreas internas;
- conhecimento de produto;
- contato com clientes;
- participação em conteúdos especializados;
- validação de informações;
- acompanhamento cotidiano.
O head terceirizado assume a direção
Ele organiza:
- prioridades;
- orçamento;
- indicadores;
- processos;
- integração;
- decisões;
- coordenação;
- reporte à liderança.
A agência e os especialistas externos executam competências específicas
Eles podem cuidar de:
- branding;
- design;
- conteúdo;
- mídia;
- tecnologia;
- campanhas;
- desenvolvimento;
- projetos especiais.
A composição pode mudar conforme o momento.
Talvez sua empresa precise de um projeto intenso de branding no primeiro trimestre, geração de demanda no segundo e um novo site no terceiro.
Manter todos esses especialistas internamente durante o ano inteiro pode criar uma estrutura cara e parcialmente ociosa.
O modelo híbrido permite preservar conhecimento, manter controle e acessar repertório conforme a prioridade.
8. Como isso funciona na prática: exemplos da Pomar
Liven: organizar um portfólio técnico para o mercado
A Liven trabalha com áreas como inteligência artificial generativa, dados, internet das coisas, automação, cloud e desenvolvimento de aplicações.
Nesse tipo de empresa, conhecimento não costuma faltar. O desafio está em organizar esse repertório para que o comprador compreenda o valor de cada oferta.
Um diretor não contrata “cloud” porque a palavra aparece numa apresentação. Ele busca redução de risco, integração, produtividade, disponibilidade ou velocidade.
A equipe da Liven preserva a profundidade técnica. A Pomar ajuda a estruturar posicionamento, mensagens, materiais e frentes de comunicação.
Esse trabalho contribuiu para uma relação de alta satisfação, refletida em um NPS (Net Promoter Score, indicador de recomendação e satisfação) de 93.
O ponto central é simples: o conhecimento estava dentro da empresa, mas precisava de direção estratégica para ganhar forma comercial.
Wórtice: escolher mercados antes de criar campanhas
A Wórtice atua com equipamentos e soluções direcionados a segmentos como biomassa, arroz, açaí e serrarias.
Seria possível criar uma campanha genérica para todos esses públicos?
Possível, sim. E provavelmente pouco eficaz.
Os compradores enfrentam problemas diferentes, usam linguagens distintas e avaliam a compra por critérios específicos.
Antes de produzir campanhas, foi necessário organizar mercados prioritários, propostas de valor e argumentos por segmento.
A Wórtice traz o conhecimento técnico sobre produtos e aplicações. A Pomar transforma esse repertório em posicionamento, inteligência comercial e comunicação.
É um exemplo claro de por que a criação precisa de uma direção anterior.
Fórmula Animal: coordenar marca, conteúdo e presença digital
A Fórmula Animal possui uma operação ampla e uma rede com diferentes necessidades de comunicação.
O projeto envolveu o reposicionamento “Uma Receita de Amor” e a construção de uma presença digital capaz de sustentar uma estrutura com mais de cem páginas de destino.
Um trabalho assim exige coordenação entre:
- marca;
- narrativa;
- conteúdo;
- design;
- tecnologia;
- operação.
A equipe interna preserva o conhecimento sobre produtos, públicos e unidades. A Pomar organiza direção estratégica, branding, criação e desenvolvimento.
O resultado não depende de uma peça isolada. Ele surge da coerência entre muitas partes.
TEEE: adaptar uma operação internacional ao mercado brasileiro
Empresas internacionais precisam lidar com diferenças de idioma, cultura, percepção e processo comercial.
Aquilo que funciona no país de origem pode gerar ruído no Brasil.
No trabalho com a TEEE, a Pomar atua como ponte entre conhecimento técnico, contexto internacional e presença local.
A empresa fornece profundidade sobre produtos e estratégia global. A Pomar ajuda a adaptar mensagens, desenvolver materiais, orientar campanhas e estruturar a comunicação para o mercado brasileiro.
Esse tipo de operação exige proximidade com o cliente e uma leitura externa capaz de traduzir contexto em decisões.
Os quatro exemplos mostram que a fronteira entre “interno” e “terceirizado” não precisa ser rígida.
A pergunta mais produtiva é:
Onde está o conhecimento e quem consegue transformá-lo em decisões de marketing?
9. Qual modelo escolher em cada situação?
| Situação da empresa | Estrutura mais provável |
|---|---|
| Grande volume recorrente e orçamento para uma equipe completa | Equipe interna com liderança própria |
| Projeto específico ou necessidade técnica pontual | Agência ou especialista |
| Time interno júnior sem liderança estratégica | Head terceirizado + equipe interna |
| Muitos fornecedores trabalhando sem integração | Head terceirizado coordenando a operação |
| CEO sobrecarregado com decisões de marketing | Head terceirizado |
| Empresa em crescimento com demandas variáveis | Modelo híbrido |
| Necessidade de repertório e velocidade | Agência sob direção estratégica |
| Conhecimento técnico concentrado dentro da empresa | Equipe interna participativa + liderança e execução externa |
| Área bem dirigida, mas com falta de capacidade | Agência ou especialistas adicionais |
| Empresa grande com demanda permanente e estrutura madura | Equipe interna robusta com parceiros externos |
10. A recomendação da Pomar
Na maioria das empresas médias que ainda estão profissionalizando o marketing, eu não recomendaria começar pela montagem de uma equipe interna completa.
Normalmente, faz mais sentido preservar dentro da empresa:
- conhecimento técnico;
- relacionamento com áreas;
- informações de produto;
- contato com clientes;
- participação na produção de conteúdo.
A direção pode ser assumida por um head terceirizado, enquanto especialistas são mobilizados conforme cada prioridade.
Essa composição reduz o custo fixo, acelera o acesso a profissionais experientes e evita que o CEO continue dirigindo o marketing nas horas vagas.
Há exceções.
Uma operação com volume diário intenso, muitos produtos, presença nacional e verba robusta pode justificar uma equipe interna maior.
Uma empresa que precisa apenas desenvolver um site ou lançar uma campanha provavelmente não precisa contratar uma liderança recorrente.
A decisão precisa respeitar o momento da empresa.
Minha recomendação é começar pelo desenho da função de marketing e, depois, decidir quem deve ocupá-la.
11. Como decidir passo a passo
Passo 1 – Mapeie o trabalho recorrente
Liste as atividades que acontecem semanalmente e mensalmente.
Elas podem justificar funções internas.
Demandas eventuais, especializadas ou sujeitas a grande variação tendem a funcionar melhor com parceiros externos.
Passo 2 – Separe liderança de execução
Pergunte quem irá:
- definir prioridades;
- aprovar investimentos;
- avaliar qualidade;
- integrar marketing e vendas;
- responder pelos resultados.
Se a resposta continuar sendo “o CEO”, a liderança da área ainda não foi resolvida.
Passo 3 – Calcule o custo integral
Compare:
- salários;
- encargos;
- benefícios;
- equipamentos;
- softwares;
- treinamento;
- gestão;
- fornecedores;
- custo de oportunidade da liderança.
Comparar o salário de um analista com o fee de uma agência produz uma conclusão incompleta. São estruturas diferentes.
Passo 4 – Avalie a maturidade da empresa
Antes de ampliar a equipe, talvez seja necessário organizar:
- posicionamento;
- públicos;
- prioridades;
- metas;
- processos;
- indicadores;
- relação com vendas.
Uma equipe maior não compensa falta de direção.
Passo 5 – Defina quanta flexibilidade será necessária
Empresas em crescimento mudam de prioridade.
A estrutura de marketing precisa acompanhar o negócio sem exigir uma reconstrução do departamento a cada projeto.
12. Como a Pomar atua como head de marketing terceirizado
Na Pomar, começamos entendendo o negócio antes de recomendar uma estrutura.
Analisamos:
- objetivos comerciais;
- posicionamento;
- equipe;
- fornecedores;
- processos;
- orçamento;
- indicadores;
- canais;
- ferramentas;
- pipeline;
- capacidade operacional.
A partir dessa leitura, desenhamos a composição mais adequada.
Em alguns casos, coordenamos equipes e fornecedores que já existem.
Em outros, assumimos também:
- branding;
- geração de demanda;
- conteúdo;
- campanhas;
- mídia;
- tecnologia;
- operação de marketing.
Sua empresa pode manter profissionais internos responsáveis pelo conhecimento técnico e pelo contato cotidiano, enquanto a Pomar assume a direção estratégica e mobiliza especialistas conforme cada necessidade.
Nosso papel é ajudar a liderança a tomar decisões melhores, organizar prioridades e transformar o marketing em uma função mais útil para o crescimento.
Perguntas frequentes sobre marketing interno, agência e/ou head terceirizado
1. É mais barato contratar uma agência ou montar uma equipe interna?
Uma agência costuma oferecer maior flexibilidade de custo. A equipe interna pode ser mais econômica quando existe grande volume recorrente e ocupação integral dos profissionais.
A comparação deve incluir salários, encargos, benefícios, equipamentos, softwares, treinamento e gestão, além do valor dos fornecedores.
2. O que é um head de marketing terceirizado?
É um profissional ou consultoria que assume a direção estratégica do marketing sem ser contratado em tempo integral.
Ele define prioridades, coordena pessoas e fornecedores, organiza orçamento e conecta marketing às metas da empresa.
3. Qual é a diferença entre um head terceirizado e uma agência?
O head responde pela direção e pelas decisões. A agência executa projetos e atividades.
Uma mesma empresa pode desempenhar os dois papéis, desde que responsabilidades, autoridade e critérios de avaliação estejam claros.
4. Quando o modelo híbrido de marketing faz sentido?
Ele faz sentido quando a empresa precisa combinar conhecimento interno, liderança sênior e acesso flexível a especialistas.
É comum em empresas médias, negócios em crescimento, indústrias e operações com demandas variáveis.
5. O que deve permanecer dentro da empresa?
Conhecimento técnico, informações de produto, relacionamento com áreas, contato com clientes e decisões ligadas à cultura interna geralmente exigem participação da empresa.
6. Como evitar dependência excessiva de uma agência?
Mantenha acesso às contas, dados e ativos produzidos.
Documente processos, defina responsáveis, acompanhe indicadores e organize os materiais em ambientes controlados pela empresa.
7. Como saber se falta liderança ou capacidade de execução?
Quando as prioridades estão claras e as decisões são rápidas, o problema pode estar na capacidade.
Quando existem conflitos, demandas dispersas e dificuldade para explicar o papel do marketing, a lacuna tende a estar na liderança.
8. A Pomar pode trabalhar com a agência ou equipe que já temos?
Sim.
Podemos coordenar equipes e fornecedores já contratados. Uma substituição só deve ser recomendada quando houver problemas claros de aderência, capacidade, qualidade ou relação custo-benefício.
Antes de contratar mais gente, organize a decisão
Depois de duas décadas trabalhando com marketing, uma coisa ficou clara para mim: muitas empresas desperdiçam recursos porque começam a executar antes de organizar o problema.
Uma equipe interna pode ser a melhor escolha.
Uma agência também pode.
O modelo híbrido pode reunir conhecimento interno, direção sênior e capacidade especializada.
A resposta depende do momento da sua empresa, da capacidade de investimento e do papel que o marketing precisa assumir.
Vamos analisar isso juntos?
Quer avaliar a estrutura de marketing da sua empresa?
A Pomar analisa sua equipe, seus fornecedores, suas prioridades, seu orçamento e sua capacidade operacional para recomendar uma estrutura coerente com o momento do negócio.

