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Branding II – Seus clientes confiam na sua marca?

Branding confiança

Essa semana fui a uma reunião com um odontologista para falarmos sobre sua marca e suas estratégias de negócio. Ouvindo ele sobre a necessidade de transmitirmos a mensagem correta para seus clientes,  de súbito, me perguntou: branding, então, é enganar meu cliente passando uma imagem que eu não possuo?

Mal sabia ele que havia tocado no ponto nevrálgico do brandinga confiança.

Ainda me lembro de uma propaganda de alerta, feita pelo PROCON, onde ilustrava um telespectador, alvejado com o falatório vendável de determinado produto, sendo pintado de palhaço pela mão do garoto propaganda vinda da TV.

Isso já faz alguns anos e ainda temos exemplos de marcas que não tem o menor interesse em ser confiável para seus clientes, vendendo produtos e promessas que, após a compra, se mostram vazias e desprovidas de verdade.

Não é difícil acreditar que estas marcas não conquistarão a fidelidade das pessoas.

Quem não se lembra do “Lada” um carro russo micado no Brasil? Dentre outros fatores, a má tropicalização da marca resultou em mal funcionamento e constantes defeitos de carburador que acabaram por sepultar a marca no país.

Esse é apenas um exemplo de como a confiança é fundamental na construção de uma marca forte no mercado.

Lada – exemplo de uma marca que não inspira confiança

O branding se fundamenta nisso: inspirar nas pessoas uma confiança tal pela marca que a torne insubstituível para elas. E confiança é o resultado de uma equação simples: confiabilidade + encantamento.

CONFIANÇA = CONFIABILIDADE + ENCANTAMENTO

Confiabilidade fala do quanto uma marca realmente é confiável, fala da sua idoneidade e ética, fala da qualidade de seus serviços ou produtos.

Ou seja, confiabilidade é definida pelos aspectos lógicos e racionais das pessoas, trabalhando o lado esquerdo de nossos cérebros, responsável pela nossa objetividade, praticidade e racionalidade.

Se você comprar um carro de luxo porque a marca disse que ele é macio e confortável e ele fazer sumir os buracos, for silencioso e possuir um estofado que após uma viagem com a família não quebra suas costas, pronto! Ela terá em si confiabilidade.

Já o encantamento fala sobre os meios pelos quais você explicita sua confiabilidade e osfeatures do seu produto ou serviço.

É como seu lado direito do cérebro, criativo, emotivo, intuitivo, percebe a marca. O mesmo carro confortável pode ser mostrado

1) apontando-se o dedo sobre o estofado e mostrando o projeto dos seus amortecedores, ou

2) através de imagens inspiradoras, com um homem elegante dirigindo prazerosamente o veículo numa bela estrada com sua família, ao som de Mozart.

Sacou a diferença?

Veja que, mesmo se a propaganda for feita como a opção número 2, mas o carro for uma droga em termos de conforto, de nada adiantará!

Haverá, sim, um aumento nas vendas a curto-prazo, mas após as experiências individuais, a marca será “queimada” no coração das pessoas. Elas deixarão de confiar nela.

“Se sua marca tem aparência de um pato e nada como um cachorro, as pessoas não confiarão nela.”  Marty Neumeier

Assim voltamos à pergunta do meu amigo odontologista: “branding, então, é enganar meu cliente passando uma imagem que eu não possuo?”

Eu respondo: de maneira alguma! Se há engano, não haverá confiança. E se não há confiança, não há relacionamento.

Branding é criar valor à sua marca posicionando suas principais características e diferenciais, promovendo um relacionamento honesto com seus clientes, evidenciando aquilo que ela realmente é!

Você dirá que muitas marcas não comunicam o que elas realmente são. É verdade. Tão verdade que daqui a alguns anos elas não estarão mais no mercado. O Lada que o diga.

Alex Carnier
Alex Carnier
Empreendedor e estrategista de marketing. Acredita que com conhecimento e capacitação é possível fazer qualquer coisa. Nos últimos 10 anos vem ajudando empresas de diversos setores a fazer acontecer!